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João Rossi (1923 - 2000) Filho e neto de italianos, o comunicador João Rossi nasceu em São Paulo, em 1923 e faleceu aos 76 anos . Em 1953 casou-se com a ceramista paraguaia Isabel Olmedo, com quem teve dois filhos: José Enrique e Juan Marcos. Sua presença é marcante no panorama das artes plásticas brasileiras por seu domínio em diversas técnicas expressivas: pintura, gravura, desenho, escultura e outras. Em seu percurso poético, João Rossi direciona-se por alguns caminhos. Seus gestos deslocam-se, criando topologias em constantes mutações, e moldando uma linha de investigação com as diferentes técnicas e os limites físico-químico de cada matéria-prima utilizada. É um artista plástico interessado em jornalismo, magistério e poesia. Está entre os principais professores de arte das escolas paulistas. Lecionou também no Uruguai e no Paraguai. Em seus trabalhos são predominantes as pinceladas fortes e largas, que expressam suas experimentações. Rossi abandona o tradicional recompondo, numa operação táctil e poética, as criações articuladas. Seu processo de criação envolve a visão da transformação urbana de São Paulo: a cidade danificada pelo progresso. O artista mostra-se, também, preocupado com a destruição dos ameríndios. Seus trabalhos expressam as relações de destruição e nascimento, campo e cidade e a coexistência de dois tempos: velho e novo. Das variações técnicas e experimentais surge sua poética visual. Rossi utiliza materiais não nobres que estão à sua volta e inovou a forma de se obter resultados imediatos com os métodos ditos tradicionais. Artista de conceituação, participou de inúmeras exposições coletivas e individuais, nacionais e internacionais. Fonte: Dissertação de Mestrado e CD-ROM , "Percurso de uma dimensão plástica - mapeamento da obra do comunicador visual-João Rossi", PUCSP, 1999. |
Antonio
Carelli Carelli
retorna ao Brasil em 1960. Com Bobadei pintou exaustivamente paisagens
do Litoral Norte de São Paulo. Participa de inumeros salões,
exposições: coletivas e individuais. Em 1986, Transferiu-se
para Caraguatatuba. Local em que reside e trabalha. |
Por
Marilene Gama |
Ivo Zanini Jornalista e critico de arte Ivo Zanini, natural de São Paulo, iniciou suas atividades na imprensa em 1054, no jornal O tempo, secretariado pelo saudoso Herminio Sacchetta. Depois, durante anos, trabahou no Correio Paulistano e nos Diários Associados. A partir de 1956 passa a integrar a equipe de repóteres da Folha de São Paulo, onde permaneceu quase três décadas. Nesse jornal cobriu os assuntos mais diversos, em São Paulo e várias cidades brasileiras. Também realizou reportagens na Europa, quando lá esteve em 1956, 1962 e 1968, e nos Estados Unidos, em 1981. A arte predominou entre os temas abordados. Durante quase vinte anos manteve coluna diária de Artes Plásticas na Folha Ilustrada, além de atuar como crítico no mesmo jornal até 1985. Integrou juris de seleção e premiação de numerosos salões locais e nacionais. em 1985 esteve no Japão , a convite da Fundação Mokiti Okada (MOA), para conhecer os principais museus de arte por ela mantidos. Membro da Associação Brasileira dos Críticos de Arte (ABCA), fundou e dirigiu os Espaços Culturais DHL, Metropolitana e Cásper Líbero, destinados exclusivamente a incentivar valores emergentes. Colaborou no suplemento Cultural de O Estado de São Paulo. Fonte: Zanini, Ivo. A pintura brasileira em 3 momentos. Copyright 1998, Jorge Rachid Bussab. |
(Roma, Itália, 1924 - Brasil, São Paulo, 2004) Cursou escultura e cerâmica na Academia de Belas Artes de Roma. No Brasil desde 1952, trabalhou em São Paulo com o pintor e decorador Joaquim Tenreiro. Em 1954, participou ao Lado de Pablo Picasso e Chagall, da Exposição Internacional de Cerâmica, em Cannes, França, sob patocínio de Académie Internacionale de la Ceramique. Com Giuseppe Scapinelli e Giandomenico de Marchis criou, em 1995, o Atelier Margutta. Foi durante alguns anos, importante centro difusor de novas técnicas de cerâmica. Participou de várias exposições coletivas e individuais, principalmente no Brasil, onde realizou diversos painéis muarais integrados a arquitetura. Sua obra pode ser encontrada em coleções particulares e públicas. Um vasto percurso de experiências e realizações constantes. Fonte pesquisa: arquivo da família |
Odetto Guersoni (Jaboticabal SP 1924) Estuda pintura e artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1941 e 1945. Após o sucesso de sua participação na exposição 19 Pintores, em 1947, viaja com bolsa de estudo do governo francês para Paris, onde se inicia em gravura. Estuda no College d'Art Graphique Estienne e faz estágio no setor de artes gráficas da École Normale d'Apprentissage Industriel. De volta para o Brasil, é um dos fundadores e orientadores da Oficina de Arte, em São Paulo, em 1952. Com bolsa da Organização Internacional do Trabalho, viaja de novo para a Europa, onde permanece de 1954 a 1955. Em Genebra, cursa gravura com René Cottet, e em Paris trabalha no ateliê de Stanley H. Hayter. Como estagiário freqüenta, a partir de 1960, algumas escolas de arte no exterior, como a The New York School of Printing, nos Estados Unidos, e a Osaka University, no Japão. Também no Japão, freqüenta em 1971 o ateliê de I. Jokuriti. Dois anos mais tarde, é eleito melhor gravador do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Participa, com sala especial, da Bienal Ibero-Americana de Montevidéu, Uruguai, em 1983. No ano seguinte, passa a integrar os conselhos do Museu de Arte Moderna de São Paulo, do Museu de Arte Contemporânea da USP e da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Em 1994 é realizada uma retrospectiva da sua obra na Pesp e, em 1995, é novamente eleito pela APCA o melhor gravador do ano. fonte: Seu Museu Pinacoteca. Guersoni -50 anos do percurso do artista, texto: José roberto teixeira Leite, São Paulo, 1994. |